
Olá mundo!
junho 13, 2026Hoje visitei a cidade mais fria do Brasil, Curitiba – Paraná
Essa foi minha segunda visita em 2026 e essa cidade sempre me ensina alguma experiência nova em cada visita.
Sempre tive a impressão de que Curitiba era uma cidade fria, e quando digo fria não falo apenas sobre o clima mas também sobre o calor humano, curitibanos sempre tiveram essa fama de serem fechados, de poucas palavras, frios. E em todas as oportunidades que tive de visitar a cidade também sempre tive essa impressão.
Eu cresci no interior e cumprimentar desconhecidos na rua sempre foi um hobbie.
“Bom dia!” Com um sorriso no rosto.
“Bom dia!” Sendo a recíproca verdadeira.
E assim foi toda minha vida, mas um coloco quando chega na capital quase que imediatamente estranha isso, “Bom dia”, digo eu, sucedido de um olhar de reprovação. Mas poxa! Que tem eu de errado?
Após minha quinta visita (acredito eu) que fui entender o motivo e por meio deste blog gostaria de compartilhar…
Acontece que tem tanta gente doida naquela cidade que ou você anda de cara fechada na rua ou você é constantemente assediado por desconhecidos. Acredite, as doidinhos do centro não dão mole e se você der trela eles levam até suas calças. A cada 10 minutos, eu – com aquele sorriso de menino do interior e simpatia que obviamente não condizia com o local – era parado por algum pedinte “Moço tem um cigarro pra mim?” diziam eles “Você não consegue comprar um lanche pra mim?” “Não tem 1 real pra me dar pra comprar bebida?” Estes últimos me tiravam boas risadas pela sinceridade em assumir seus vícios (mas não sou obrigado a sustentá-los), em todo caso, não tinha como ajudar. O primeiro você ajuda, o segundo você já fica meio assim e a partir do terceiro você começa a ficar de saco cheio, qual a solução? Fechar a cara e não responder ninguém. Que tortura para um menino do interior mas começou a ser questão de sobrevicência, acredite, se tu estende a mão eles te pedem o braço e quando eles te aleijam você não tem mais serventia e muitos não tem nada a perder então não é difícil que eles empreguem a violência como resposta.
E muitos deles não sabem ouvir não, ok? Lembro que na primeira vez que fui para Curitiba eu comprei um acarajé (comida tipicamente baiana) e poxa, era meu acarajé e eu não ia dividir com um bando de folgados. Eu só lembro de apressar o passo enquanto era amaldiçoado por eles “tomara que você se engasgue e morra”.


