Vida – Luan Antoniutti https://antoniutti.com.br My WordPress Blog Mon, 15 Jun 2026 11:20:04 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 Olá mundo! https://antoniutti.com.br/2026/06/13/ola-mundo/ https://antoniutti.com.br/2026/06/13/ola-mundo/#respond Sat, 13 Jun 2026 10:52:29 +0000 https://antoniutti.com.br/?p=2443 […]]]> “Olá mundo!”

Essa é a primeira frase que eu leio toda vez que crio um site novo e instalo o WordPress (o construtor de sites). E com ela gostaria de iniciar.

Talvez isso não dure muito porque tenho um triste costume de iniciar projetos que nunca seguem adiante, porém é algo que sempre quis fazer, ter um blog onde posso me expressar, contar coisas sem ter toda aquela pressão das redes sociais. E claro, ter um blog é a única forma de poder escrever textos longos afinal hoje tudo se trata sobre coisas êfemeras (adoro essa palavra). As pessoas não conseguem mais se concentrar por mais de 15 segundos em algo e isso péssimo.

Então, aqui vou eu. Olá mundo! Esse é meu blog, meu diário pessoal e minha rede social para quem se interessar. Eu não sou – nem de longe – o melhor escritor, mas sempre gostei de passar horas escrevendo e nunca tive onde publicar, mas senti a necessidade de compartilhar meus textos com além do meu intímo. Eu não espero ter leitores assíduos ou fâs, mas vai ser legal dizer que não uso Instagram porém tenho um blog.

Não esperem constância muito menos foco, são duas coisas que eu dificilmente consigo ter. Entretanto esperem autenticidade e espontainêadade. Cada palavra e cada frase será pensada por mim (Xô, I.A.).

Se me der vontade de falar sobre um livro eu vou falar, se me der vontade de desabafar assim o farei, se me der vontade de escrever em inglês (Ui ele fala ingreis) eu vou escrever. Esse é meu espaço pessoal, este sou eu.

Sejam bem-vindos ao meu infinito particular.


“Infinito Particular”, de Marisa Monte, destaca-se pela honestidade ao abordar as próprias virtudes e fragilidades, como fica claro já no início: “Eis o melhor e o pior de mim”. A canção reflete uma fase de maturidade artística da cantora, marcada por um mergulho em sua criatividade e experiências pessoais. A letra convida o ouvinte a enxergar a individualidade sem julgamentos, reforçando que, apesar da complexidade interna, não há mistérios impossíveis de compreender: “Não vê, tá na cara, sou porta-bandeira de mim”.
O verso “Só não se perca ao entrar no meu infinito particular” resume o tema central: cada pessoa carrega um universo interior vasto e multifacetado. Marisa Monte utiliza imagens como “o mundo é portátil pra quem não tem nada a esconder” para mostrar que a autenticidade facilita as relações e torna o convívio mais leve. O convite para se aproximar sem medo, presente em “A água é potável, daqui você pode beber”, transmite acolhimento e confiança, mas também ressalta a importância do respeito diante da complexidade de cada um. Assim, a música celebra a coragem de se mostrar por inteiro, reconhecendo que cada indivíduo é único e profundo. Fonte: https://www.letras.mus.br/marisa-monte/515189/significado.html

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Domingo – 14/06/2026 https://antoniutti.com.br/2026/06/14/domingo-14-06-2026/ https://antoniutti.com.br/2026/06/14/domingo-14-06-2026/#respond Sun, 14 Jun 2026 13:30:25 +0000 https://antoniutti.com.br/?p=2540 […]]]> Acordei 6h30 hoje e não consegui voltar a dormir. A casa ainda estava dormindo então me adiantei pra começar o café da manhã. Fiz um bolo de milho e enquanto isso outro colega começou a preparar bolinhos de chuva. Fiz também uma receita experimental de torta na panela. As pessoas começaram a levantar e de repente já tínhamos pão, café e companhia pra conversar.

Gosto de ter pessoas juntas para tomar café, todos os dias de manhã tento fazer algo e alguém se junta pra tomar café e conversar, hoje não foi diferente e sempre, SEMPRE, alguém tem algo a agregar, uma experiência, uma visão de mundo.

Hoje o dia será ocioso, vou trabalhar apenas às 19h.

Todos os dias eu tento fazer uma receita diferente no almoço e sempre que possível convido meus amigos para se juntarem a mesa comigo, assim como faço no café da manhã. É legal morar aqui porque as pessoas são diferentes, suas histórias são distintas e eu aprendo muito com elas, aprendo muito mesmo…

Tem um argentino, um baiano, um tocantinense, um gaúcho, um goiano entre outros. Então com certeza eles possuem um repertório cultural e socioeconômico diferente do meu, e que bom que eles estão aqui e podem me ensinar seus modos de pensar e viver. Uma das coisas que mais gosto de fazer é poder conversar e trocar ideias.

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Pessoas que mudaram minha vida sem perceber https://antoniutti.com.br/2026/06/14/pessoas-que-mudaram-minha-vida-sem-perceber/ https://antoniutti.com.br/2026/06/14/pessoas-que-mudaram-minha-vida-sem-perceber/#respond Sun, 14 Jun 2026 17:39:42 +0000 https://antoniutti.com.br/?p=2544 […]]]> Ao longo da minha vida conheci muitas pessoas, de todos os tipos, culturas e lugares. E cada uma delas me ensinou algo e moldou quem sou hoje.

Vou evitar citar nomes para não dar dor barriga porque certamente esqueceria de alguém. Por isso vou escrever um texto genérico mas vou tentar trazer alguma profundidade.

Cada uma das pessoas que conheci mudou minha vida, existem algumas que mudaram diretamente e existem aquelas que mudaram indiretamente.

Meus amigos hoje são poucos mas cada um deles me trouxeram coisas diferentes. Quero dar destaque a um deles que com certeza mudou minha vida de uma forma que não posso explicar, só posso ser grato. Literalmente, se não fosse ele eu não estaria aqui hoje, uma pessoa tão boa pra mim que me tirou dos vales da sombra e da morte e me trouxe pro mundo. Ele também acreditou em mim, me apoiou e me ajudou com meu primeiro emprego que foi a mola propulsora da minha vida e ele que indiretamente norteou os caminhos que sucederam minha vida.

E meu primeiro emprego eu só pude ter porque um ano antes minha professora me pediu um favor e esse favor me levou pra área da comunicação. Além de ser minha professora, ela mostrou um caminho que nunca tinha explorado. Sempre tive uma tendência (eu sou do tipo que gosta de explorar varios hobbies mas nunca se aprofunda) mas foi ela que me fez abrir um aplicativo de design e pela primeira vez produzir algo. Se no dia 19 de Fevereiro de 2021 eu não tivesse criado aquela capa de livro eu certamente não estaria aqui hoje, acredito que as coisas poderiam ter tomado outro rumo.

Duas pessoas em especial que gostaria de trazer aqui que foram meus mentores. Pessoas com quem trabalhei junto que me fizeram um profissional melhor e também uma pessoa melhor. Lembro que no meu primeiro emprego eu era um pirralho que agia da forma que bem entendia e me portava de forma completamente sem noção mas tive uma mentora que me ensinou muito e que tenho o prazer de chamar de amiga. Meu segundo emprego (quando digo emprego é formal porque paralelamente eu trabalhei com muitas coisas) me tornou mais seguro e fez com que me sentisse capaz de fazer coisas que eu não imaginava, eu tive um mentor que acreditava em mim e investia em mim e por isso eu sou muito grato porque me formou um profissional muito melhor. Então, Léia e Eder, muito obrigado por terem me dado a base do que sou hoje como profissional.

Depois que saí da minha cidade natal e comecei a viver o mundo de fato conheci muitas pessoas que amplificaram minha visão, esse é o legal de viajar e morar em outros lugares, seu repertório aumenta muito. Conviver com pessoas de outros lugares te traz novas maneiras de pensar.

Muitos amores e desamores que me frustraram e aumentaram minha régua para relacionamentos amorosos, eu não me envolvo afetivamente com ninguém a muito tempo, não porque sou traumatizado mas porque aprendi a me valorizar e valorizar a pessoa que quero que esteja ao meu lado. Certamente escreverei sobre amor um dia.

Uma menina que conheci em Joinville e que mais tarde tive o prazer de morar em Florianópolis por um tempo e que sempre lembrarei com carinho pois me ajudou muito a me autodescobrir, sabe aquela amiga que você toma café da manhã todo dia e traz reflexões sobre a vida? Ela era essa pessoa, e com ela eu podia compartilhar exatamente quem eu era e com isso pude aprender quem sou. Outros amigos de outros estados e países que compartilharam suas vivências comigo e me ajudaram a romper preconceitos que eu tinha. Enfim, cada um deixou uma marca em mim e tenho certeza que muitas outras pessoas virão para me ensinar cada dia mais.

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Por que nunca me senti em casa? https://antoniutti.com.br/2026/06/15/por-que-nunca-me-senti-em-casa/ https://antoniutti.com.br/2026/06/15/por-que-nunca-me-senti-em-casa/#respond Mon, 15 Jun 2026 00:30:17 +0000 https://antoniutti.com.br/?p=2547 […]]]> Nasci e passei boa parte da minha vida no interior, bem na divisa do Paraná com Santa Catarina nas cidades de União da Vitória (PR) e Porto União (SC). A divisa das duas cidades fica bem no meio da cidade, num trilho de trem. É possível transitar entre dois estados facilmente e na verdade é possível estar em dois estados ao mesmo tempo! Minha família morou sempre lá e foi onde eu cresci. Entretando sempre faltou algo, apesar de ser minha cidade natal nunca tive o sentimento de pertencimento…

Acho interessante contar que sou – com muito orgulho – filho de caminhoneiro. Por isso cresci viajando com meu pai para tudo o que é lugar, Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e tantos outros lugares que me foram apresentados já muito novo. Dizem que não se torna caminhoneiro, se nasce. Eu vi meu pai tentar largar a profissão muitas vezes mas sempre voltava, acho que herdei esse sangue caminhoneiro mas segui por outro lado. Meu pai me aconselhou desde pequeno a nunca seguir a profissão porque ela pode ser muito ingrata e sofrida, assim o fiz. Mas nada me tira essa gana de querer viajar.

Voltando a União da Vitória, eu sempre olhei aquela cidade de uma forma diferente: eu sou uma pessoa progressista, inovadora e morar no interior pode ser bem frustrante porque o que não tem é progresso e inovação! Passam-se 10 anos e a cidade continua a mesma, as pessoas continuam as mesmas, tudo figurinha carimbada. Outro ponto é que no interior as pessoas se importam demais com a vida dos outros, tudo o que você faz tem alguém pra ficar fofocando sobre sua vida e eu sempre achei isso ridículo! Não que eu faça coisas reprováveis mas porque eu tenho aversão por fofocas e intriguinhas. Eu nunca me importei com a vida dos outros e não queria que se importassem com a minha, vai cada um cuidar do seu e me deixem em paz!

Por essas e outras, nunca pude chamar aquele lugar de lar, mesmo tentando muito. Eu precisava sair de lá, eu precisava achar o meu lugar no mundo. E assim o fiz.

No dia 3 de novembro de 2024 eu dei meu primeiro passo rumo a essa aventura, me mudei! Fui morar na cidade grande, na maior cidade de Santa Catarina: Joinville.

Me apaixonei imediatamente, era tudo o que sempre quis! Eu podia ser exatamente quem eu era sem medo de ser julgado. Eu encontrei meus grupos, minhas pessoas. Eu tinha minha privacidade e podia sair na rua sem ter que ficar pensando se ia esbarrar com um conhecido. Eu podia ir pra baladas e beber a noite toda sem ficar pensando em quem ia me julgar. Eu podia ir pra alguma praça aleatória e ficar lendo em paz. A cidade tinha progresso, tinha gente, tinha tudo o que eu queria… Mas mesmo assim eu sentia que faltava algo.

Então vieram as primeiras trocas culturais. No Rufino conheci meus primeiros amigos, e foram pessoas incríveis. Pessoas de todos os lugares do Brasil: do Sul, do Norte, do Nordeste e do Sudeste. Cada uma delas compartilhava algo comigo, e era incrível ouvi-las.

Naquele lugar não havia uma pessoa parecida comigo. O sotaque era diferente, a visão de mundo era diferente, as experiências eram diferentes. Havia uma amiga de quase 40 anos e outra de 18 andando lado a lado. E, mesmo cercado por gente tão diferente, eu me identificava muito mais com elas do que com grande parte das pessoas que conheci durante anos no interior.

E ali eu me senti — pela primeira vez — em casa.

Passei anos acreditando que estava procurando uma cidade para chamar de lar. Hoje acho que estava procurando pessoas.

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